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O cooperativismo e o fortalecimento da economia local

O movimento cooperativista brasileiro comemorou, no dia 28 de dezembro, o Dia Nacional do Cooperativismo de Crédito, instituído pela Lei 12.620/12.
Datas como essa são sempre uma oportunidade para ressaltar que as cooperativas são um modelo de negócio vantajoso e alternativo para enfrentar a crise econômica, que, atualmente, vem atingindo empresas de todos os portes e sacrificando a população.

Fundamentadas nos princípios da cooperação, união, participação, solidariedade e justiça, as cooperativas têm um formato de negócio que visa ao bem-estar do ser humano.
Assim, elas distribuem oportunidades de crescimento, atendimento e desenvolvimento, socializando ganhos e reduzindo as diferenças socioeconômicas entre as pessoas. 

Nos momentos de crise, esses objetivos são potencializados, fortalecendo-se ainda mais e registrando crescimento, envolvendo mais e mais pessoas que buscam uma alternativa.
Enquanto muitas empresas sucumbiram à crise econômica, as cooperativas ao contrário: tornaram-se mais fortes e com perspectiva de ser o negócio com maior crescimento no mundo nos próximos 20 anos, segundo a ACI - Aliança Cooperativa Internacional.

O cooperativismo, reconhecidamente, tem capacidade de atrair capital não especulativo, reorganizar a atividade produtiva, prestar serviços à população e criar ambientes favoráveis à produtividade, à geração de emprego, à participação social e à distribuição equilibrada das riquezas. Vem se apresentando cada vez mais como um modelo diferenciado de negócio que, por meio da associação e da colaboração mútua, reúne forças, pessoas, competências e recursos capazes de solucionar problemas que, individualmente, seriam insuperáveis. 

Na área de crédito, diferente da maioria dos investimentos do sistema capitalista, o capital cooperativo tem, por exemplo, a vantagem de manter o seu olhar para a regionalização, fortalecendo as economias locais. Com investimentos regionalizados, as cooperativas geram resultados para associados e comunidade onde os recursos são aplicados. 

Também diante da tendência de os governos exercerem apenas o papel regulador e legislador, as cooperativas de crédito assumem a função de, com agilidade e menos burocracia, prover recursos e crédito para atender às camadas da população e às pequenas empresas que têm dificuldades de acesso ao sistema financeiro tradicional.

No Brasil, observa-se um crescimento contínuo de cooperados e recursos movimentados pelas cooperativas nos últimos anos, o que é um indicativo de fortalecimento dessas instituições perante a população, principalmente após medidas estruturantes e de incentivo adotadas no País nos governos Lula e Dilma. O cenário confirma que o cooperativismo é uma ferramenta eficaz para superar os desafios da atualidade e um negócio do futuro.

José Suzano de Almeida
Presidente da CECOOP - Central das Cooperativas de Economia e Crédito Mútuo do Estado do Espírito Santo.